Por Que Investi na Coder Ivy

Ao longo dos últimos 25 anos, o ecommerce passou por algumas grandes transformações.

No começo, quase tudo era infraestrutura. Colocar uma loja no ar já parecia inovação.

Depois veio a obsessão por logística, performance, mídia e aquisição de clientes.

Agora talvez estejamos entrando em uma nova fase: a era da interpretação de comportamento.

Não basta mais apenas mostrar produtos. As plataformas começam a tentar entender intenção, contexto, timing e preferência em tempo real.

E é justamente nessa camada que a Coder Ivy está sendo construída.

Conheci o André Carius há mais de 20 anos, no início da Sack’s. Ele foi uma das primeiras pessoas com quem trabalhei na vida. Naquela época, e-commerce no Brasil ainda era quase um ato de fé. A internet brasileira estava começando a descobrir o que significava vender online.

O que sempre me chamou atenção no André não era apenas capacidade técnica. Era uma combinação rara entre profundidade tecnológica e visão prática de negócios com um grande caráter por trás.

Ao longo das últimas décadas, ele ajudou a construir empresas relevantes em digital commerce, pagamentos, infraestrutura e tecnologia.

E talvez seja justamente isso que me faz acreditar na Coder Ivy.

Estamos entrando em um ciclo onde praticamente toda empresa dirá que usa IA. Mas acredito que, no médio prazo, o diferencial não estará apenas nos modelos. Estará na capacidade de entender comportamento humano em tempo real e transformar isso em experiências melhores, mais eficientes e mais relevantes.

A tese da Coder Ivy nasce exatamente nessa interseção.

A empresa está construindo ferramentas de Behavioral AI capazes de ajudar grandes empresas a entender melhor intenção, contexto, preferência e comportamento de consumo.

Pode parecer simples. Mas não é.

No fundo estamos falando sobre algo muito maior: criar sistemas que consigam interpretar sinais humanos com um nível de personalização que até pouco tempo atrás parecia impossível ou ficção.

E aqui cabe uma analogia que gosto bastante.

Durante muito tempo, software foi como construir estradas. Você criava uma estrutura fixa e esperava que milhões de pessoas se adaptassem a ela.

A IA talvez seja o oposto disso.

Pela primeira vez, parece possível fazer a estrada se adaptar dinamicamente ao motorista.

Ainda temos muito mais perguntas do que respostas. O mercado inteiro tem.

Quais empresas realmente terão vantagem competitiva longa?
Quais modelos serão defensáveis?
O quanto dessa inteligência ficará concentrada nas big techs?
O quanto será capturado pela camada de aplicação?

Eu honestamente não faço ideia.

Mas aprendi ao longo da vida que, em momentos de mudança tecnológica relevante, existe enorme valor em estar próximo das pessoas certas enquanto o futuro ainda está sendo construído.

E esse talvez seja o principal motivo do meu investimento na Coder Ivy.

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O que me dá confiança não é a ausência de dúvidas. É ver sinais concretos de adoção real surgindo enquanto o mercado ainda tenta entender qual será o formato final dessa nova camada de software.

A empresa já começa a mostrar crescimento consistente de contratos, ARR e expansão comercial, além de resultados operacionais relevantes ligados a personalização, aumento de conversão e comportamento de consumo.

Mais importante do que isso: parece existir uma combinação rara entre timing, experiência e posicionamento estratégico dentro do ecossistema de digital commerce.

A escolha de começar por plataformas como VTEX e Shopify, por exemplo, me parece muito menos uma coincidência e muito mais uma estratégia inteligente de distribuição dentro de um ecossistema que o time conhece profundamente.

Estou investindo na capacidade do André e do time que ele consegue atrair de transformar décadas de experiência em tecnologia, dados, digital commerce e comportamento em algo que ainda está começando a nascer.

Talvez a melhor forma de resumir isso seja a seguinte:

Existem investimentos onde você tenta prever o futuro.

E existem investimentos onde você apenas tenta garantir um lugar próximo de quem provavelmente vai construí-lo.

MARCELO FRANCO - GENERAL PARTNER AT VERVE CAPITAL